Aportes da Petrobras vão gerar 160 mil postos de trabalho em São Paulo


Aportes da Petrobras vão gerar 160 mil postos de trabalho em São Paulo
29-08-2007

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, apresentou, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Plano de Negócios da Companhia para o período 2008–2012, que prevê investimentos totais de U$ 112,4 bilhões no país e no exterior. No Brasil serão investidos, no período, US$ 97,8 bilhões, dos quais 15% em São Paulo. Os projetos previstos para o Estado vão demandar cerca de 160 mil postos de trabalho diretos, indiretos e por efeito renda. O conteúdo nacional dos empreendimentos em São Paulo deverá ser de 74%.

Entre os projetos no Estado de São Paulo destacam-se a implantação da Petroquímica Paulínia e, na área de exploração e produção, o desenvolvimento dos campos de Merluza, Mexilhão e Uruguá–Tambaú. Nas atividades de abastecimento (refino, transporte e comercialização), estão previstos projetos para melhoria da qualidade dos combustíveis e aumento do processamento de petróleo nacional nas refinarias do Estado (Replan, Revap, RPBC e Recap), além do Plano Diretor de Dutos. No segmento de gás e energia, haverá investimentos na construção dos gasodutos Campinas–Rio, Caraguatatuba–Taubaté, Gaspal II e Paulínia–Jacutinga.

O plano reforça os desafios nos mercados de gás natural e biocombustíveis. Do total de investimentos previsto no plano, 87% serão aplicados em projetos no Brasil e 13% no exterior. A produção total de petróleo e gás natural (Brasil e exterior), em barris equivalentes por dia, será de 3.494.000, em 2012, e 4.153.000 em 2015.

O Planejamento Estratégico 2020, que estabelece a missão, a visão, as estratégias e os objetivos corporativos da Companhia para o futuro ampliou a visão da Petrobras de uma empresa líder na América Latina para uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo. O plano mantém a estratégia de expandir a atuação nos mercados de petróleo, derivados, petroquímico, gás, energia, biocombustíveis e distribuição, com rentabilidade, responsabilidade social e ambiental e crescimento integrado.

No refino, mantendo o equilíbrio entre o crescimento da produção e a capacidade das refinarias no país, a carga processada no Brasil, em 2012, será de 2.061.000 barris por dia, com 90% de participação do petróleo nacional.

As metas internacionais também refletem o crescimento integrado da Companhia com estimativas de produção de 436.000 barris equivalentes de petróleo e gás em 2012 e processamento de 348.000 barris por dia de petróleo nas refinarias do exterior. Na atividade internacional, os investimentos serão aplicados principalmente no segmento de exploração e produção, com foco na América Latina, Oeste da África e Golfo do México.

A integração se estende também à petroquímica, onde a Companhia prevê a ampliação da atuação no Brasil e na América Latina, visando agregar sinergias com os demais negócios do Sistema Petrobras.

Dos investimentos no Brasil, destaca-se o crescimento nos segmentos de exploração e produção (aumento de 32%), abastecimento (aumento de 35%) e petroquímica (aumento de 30%), além da ênfase nos biocombustíveis que receberão US$ 1,5 bilhão.

A Petrobras prevê, para o período do plano, uma geração própria de caixa de US$ 104,4 bilhões, recurso suficiente para cobrir 93% do Plano de Investimentos. As captações no mercado financeiro serão de US$ 19,4 bilhões e a amortização das dívidas de US$ 11,4 bilhões.

Os investimentos incluem US$ 18,2 bilhões a serem aplicados, pelas diferentes áreas, na cadeia brasileira de gás natural, visando desenvolver, liderar e garantir o suprimento confiável de gás natural ao mercado brasileiro. Os parceiros da Petrobras no setor deverão investir US$ 1 bilhão adicional no mesmo período.

Com relação aos biocombustíveis, a companhia visa tornar-se uma empresa global na comercialização e na logística de biocombustíveis, liderando a produção nacional de biodiesel e ampliando a participação no negócio de etanol. Em linha com esta estratégia, o H-Bio (processo destinado a produzir óleo diesel nas refinarias convencionais com participação de óleos vegetais) representa uma alavanca para o crescimento deste mercado.

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